As setes palavras da cruz (por Pr. Ailton Gonçalves)

A tradição cristã, há muito tempo, estabeleceu uma ordem nas frases que o Senhor Jesus Cristo pronunciou na cruz do Calvário. Em toda a semana santa essas palavras veem à tona. É muito comum as encenações, celebrações e teatros, e, essas palavras são aproveitadas.

Queremos também aqui, neste pequeno espaço, trazer à baila estas palavras, apresentando uma pequena reflexão sobre cada uma delas.

A primeira palavra, registrada em Lucas 23.34, diz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. É palavra que está em perfeita sintonia com o que estava acontecendo. Na cruz Deus estava e está oferecendo perdão ao mundo. Assim, a palavra do Cristo é palavra que roga por perdão, argumentando sobre a ignorância daquilo que eles estavam fazendo. “Perdoa Pai…. porque eles não sabem….”

A segunda palavra, também cuidadosamente registrada em Lucas 23.43, diz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Esta palavra é uma resposta ao pedido do ladrão crucificado ao lado. A resposta também está em harmonia com a missão do Cristo: oferecer perdão. O Senhor Jesus Cristo é claro e direto: Hoje mesmo estarás comigo no paraíso. Está perdoado! Jesus Cristo nos perdoa. Seu sangue nos purifica de todo o pecado. A segunda palavra é uma oferta de perdão.

A terceira palavra é permeada de carinho e proteção. Está registrada em João 19.26-27 e diz: “Mulher, ei ai teu filho… Filho, eis ai tua mãe”. É palavra ternura. Mostra a sensibilidade do Senhor Jesus Cristo que, mesmo debaixo de intenso sofrimento, preocupa-se com o bem estar de sua mãe. A terceira palavra é dirigida à Maria e à João. Um devia cuidar do outro. É uma palavra de cuidado e proteção.

A quarta palavra é um grito. Um lamento e uma oração, registrada em Mateus 27.46 e diz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” É o grito do abandono, citando o Salmo 22.1. A palavra reflete a profundidade da angústia que Jesus Cristo enfrentou naquele momento de agonia. Ele carregava ali todos os nossos pecados.

A quinta palavra revela toda a humanidade de Jesus Cristo. O registro é de João 19.28, e diz: “Tenho sede”. A água da vida está pedindo água. O Senhor Jesus Cristo já devia estar com febre, vários hematomas pelo corpo, dilacerado pelos açoites…. A sede era natural. É palavra que mostra quão plenamente era sua humanidade.

A sexta palavra encaminha para o final de todo o drama da cruz. Está registrada também em João 19.30, e diz: “Está consumado”. Missão cumprida. Está consumado tudo aquilo que estava para ser realizado. Nossa redenção foi realizada com perfeição e inteireza.

A sétima palavra é a palavra de entrega. Registrada em Lucas 23.46, diz: “Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito”. Citando os Salmos novamente (Sl 31.5) ele ora serenamente, entregando seu espírito a Deus Pai. O Filho volta aos braços do Pai. Ele se entrega serenamente. Sabe para onde vai.

Assim termina o drama da cruz. O sol se recusou a brilhar. “Houve trevas sobre toda a terra” (Mt 27.45). Algo extraordinário aconteceu: “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas….” (Mt 27.51). Hoje, temos livre acesso à presença de Deus graças à morte de Jesus. Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Soli Deo Glória!

 

Pr. Ailton Gonçalves Dias Filho

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